Estudo do BCG aponta melhora na alocação de capital e avanço do retorno ao acionista no setor global
As mineradoras globais estão gerando mais fluxo de caixa livre, reduzindo alavancagem e ampliando a remuneração aos acionistas, segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG) com 87 empresas do setor, incluindo companhias brasileiras.
De acordo com o levantamento, o fluxo de caixa livre anual do setor passou de menos de US$ 40 bilhões no fim dos anos 2000 para uma faixa entre US$ 80 bilhões e US$ 90 bilhões em meados da década de 2020.
A alocação de caixa também mudou. Entre 2005 e 2008, aquisições em dinheiro representavam 25% do uso de caixa das mineradoras. Entre 2021 e 2025, esse percentual caiu para 5%. No mesmo período, a remuneração aos acionistas por dividendos subiu de 17% para 35%.
O estudo também aponta aceleração do TSR, retorno total ao acionista, nos últimos cinco anos. A métrica considera valorização das ações, dividendos, juros sobre capital e demais formas de retorno ao investidor.
No Brasil, a Vale é citada como exemplo de melhora em fundamentos, com redução de alavancagem, aumento da remuneração aos acionistas e entrega de guidance de produção. O estudo também menciona CSN Mineração e Aura Minerals Inc entre os casos acompanhados.
Para o BCG, o setor ainda precisa avançar em narrativas mais claras para investidores, com compromissos quantificados de expansão de margens, melhora de retorno sobre capital empregado, crescimento eficiente e geração de caixa mais resiliente ao longo do ciclo.
Como a disciplina na alocação de capital pode mudar a percepção dos investidores sobre a mineração como tese de longo prazo?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
