Banco busca articulação com Vale e Petrobras para mapear potencial mineral offshore
O BNDES quer ampliar sua atuação na agenda de mineração marinha e recursos oceânicos. O presidente do banco, Aloizio Mercadante, afirmou que essa frente deverá ser um próximo foco de expansão da economia brasileira.
Segundo Mercadante, o banco já possui parceria com a Vale nessa área e pretende envolver também a Petrobras. A proposta é criar um “tripé” entre BNDES, Vale e Petrobras para acelerar pesquisas, trocar informações e mapear o potencial mineral offshore do país.
O Planejamento Espacial Marinho, desenvolvido pelo governo federal em parceria com a Marinha e com financiamento do BNDES, está identificando áreas com potencial mineral que, segundo o banco, precisam ser analisadas com mais rigor.
A agenda ocorre em meio ao avanço global das discussões sobre mineração em águas profundas. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, órgão da ONU, ainda busca consenso sobre um marco legal para a atividade, enquanto países como Japão e Estados Unidos avançam em pesquisas e iniciativas regulatórias.
Mercadante também destacou que o BNDES financiou R$ 21,8 bilhões nos últimos três anos no âmbito do programa BNDES Azul. A instituição pretende ampliar apoio a projetos ligados a segurança, logística, monitoramento, infraestrutura portuária e economia marítima.
“É inexorável que a mineração marinha cresça, mas queremos que avance com segurança dos recursos naturais dos oceanos, com sustentabilidade e com respeito à biodiversidade”, afirmou Mercadante.
Como o Brasil pode estruturar a mineração marinha sem ampliar riscos ambientais em áreas estratégicas do oceano?
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Fonte: BNDES – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
Foto: Cris Silva/BNDES
