Companhia mira cadeias ocidentais para o Projeto Colossus, em Minas Gerais, e descarta compradores chineses
A Viridis Mining and Minerals Limited está em negociações avançadas com potenciais compradores de terras raras na Europa e nos Estados Unidos para o Projeto Colossus, em Minas Gerais.
Segundo o CEO Rafael Moreno, a companhia não está buscando compradores chineses para a futura produção do ativo. A estratégia ocorre em meio ao esforço de governos ocidentais para reduzir a dependência da China em minerais críticos.
A empresa inaugurou seu centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas. A instalação deve produzir carbonato misto de terras raras, com elementos como neodímio e térbio, e apoiar negociações de fornecimento com potenciais compradores.
O centro terá capacidade para processar até 100 quilos de minério por hora. A Viridis Brasil prepara o Colossus para atingir produção estável até o fim de 2028.
O projeto deve demandar investimento entre US$ 360 milhões e US$ 370 milhões, podendo chegar a US$ 400 milhões caso financiadores solicitem capital de giro adicional. A conclusão do financiamento é esperada para o terceiro trimestre.
“Tomamos uma posição desde o início de priorizar o mercado ocidental. À medida que a diversificação das cadeias de suprimentos ocorre, acreditamos que obteremos um valor melhor para nossos produtos, em vez da supressão de preços que a China consegue exercer quando toda a produção é direcionada para lá”, disse Moreno.
Como o Brasil pode ganhar relevância na cadeia global de terras raras diante da disputa por fornecedores fora da China?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
