Reservas e projetos em Minas Gerais colocam o país como alternativa à cadeia dominada pela China
O Brasil avança como potencial nova fronteira global de terras raras, em meio à busca de Estados Unidos, Europa e outros mercados por fornecedores fora da China.
A demanda cresce com o uso desses minerais em veículos elétricos, turbinas eólicas, inteligência artificial, data centers e robótica avançada. Segundo a IEA, a demanda por terras raras magnéticas, como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, dobrou desde 2015 e pode crescer mais um terço até 2030.
O país possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, com 44 milhões de toneladas.
Em Minas Gerais, o projeto Caldeira, da Meteoric Brasil, é apontado como um dos principais ativos em argilas iônicas, fonte relevante de terras raras médias e pesadas usadas em ímãs de alta performance.
O movimento também aparece nos pedidos à Agência Nacional de Mineração – ANM. O Brasil tem 2.758 projetos de terras raras em análise. Entre 2023 e 2024, foram registrados 1.662 pedidos, ante pouco mais de 250 entre 1975 e 2020.
Como o Brasil pode transformar reservas de terras raras em capacidade industrial e maior presença nas cadeias globais de tecnologia?
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Fonte: DW – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
