Mercado Global
Carvão atinge recorde global de geração elétrica em 2024
Em 2024, a geração elétrica global a partir do carvão atinge recorde de 10.700 TWh, impulsionada por China e Índia. O pico de consumo deve ocorrer até 2027, refletindo a dependência desse insumo.
Mesmo com metas climáticas, consumo cresce e pico só virá em 2027
A matriz energética global segue dependente do carvão mineral. Em 2024, a geração de eletricidade a partir do insumo ultrapassou os 10.700 TWh no mundo — o maior volume da história, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
O avanço é puxado por países asiáticos, sobretudo China e Índia, que respondem por mais de 85% das novas termelétricas em construção. No total, 37 países ainda planejam novas usinas a carvão.
Para a AIE, o pico de consumo virá até 2027. A partir daí, começa a desaceleração. Até lá, fatores como segurança energética, baixo custo e inércia regulatória ainda sustentam o apetite pelo insumo.
No Brasil, a participação do carvão na geração é baixa: 1,2% em 2023. Mas suas emissões são desproporcionais — 48,6% do CO₂ das térmicas fósseis vem da queima do mineral. Mesmo assim, o setor segue ativo com aquisições recentes, como a da UTE Pecém, no Ceará, por R$ 1 bi.
Movimentos legislativos no Congresso também reacendem o debate. Projetos defendem a extensão de contratos até 2050, especialmente no Sul, onde usinas como Âmbar e Electra ainda são relevantes para a matriz. A justificativa: manter empregos, atrair investimentos e garantir reserva de potência para momentos críticos.
Ainda que renováveis avancem, o carvão segue como a maior fonte isolada de geração global, à frente do gás natural. Representa 35% da energia gerada e responde por quase 40% das emissões de GEE do setor elétrico.
A descarbonização avança, mas o carvão ainda dita parte do presente energético. A pergunta é: até quando?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
