Mercado Global
Exportações de alumínio redirecionadas após tarifa dos EUA
Tarifa de 50% dos EUA sobre alumínio brasileiro redireciona exportações, com 91% das vendas agora no mercado interno. A ABAL prevê prejuízo de até R$ 1,15 bilhão até 2025. Concorrência aumenta no Brasil e na Europa.
Tarifa de 50% imposta por Trump muda o fluxo global de alumínio.
Com a nova ordem executiva do governo dos EUA, o alumínio brasileiro passa a pagar 50% de tarifa na exportação. O impacto já provocou ajustes imediatos na estratégia comercial da CBA | Companhia Brasileira de Alumínio.
Segundo Luciano Alves, presidente da companhia, 91% das vendas seguem no mercado interno. Os 9% destinados à exportação, antes com destino parcial aos EUA, agora foram redirecionados para Europa, América Latina e Brasil.
O problema é que o redirecionamento global está saturando mercados alternativos. A Europa já registra queda nos prêmios do alumínio. No Brasil, o efeito colateral é aumento da concorrência — inclusive de fornecedores internacionais que antes priorizavam o mercado americano.
A Associação Brasileira do Alumínio – ABAL projeta prejuízo de até R$ 1,15 bilhão ao setor até o fim de 2025, considerando perdas diretas e indiretas da nova tarifa.
Apesar da pressão, a CBA afirma que o momento exige cautela, mas não é motivo para alarme. A empresa reforça que adota políticas de diversificação da base de insumos para mitigar riscos.
O cenário reforça a necessidade de estratégias comerciais ágeis e da abertura de novos mercados consumidores para manter a competitividade do alumínio nacional.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
