Mercado Global
Minas Gerais se posiciona como elo estratégico na cadeia de terras raras do Ocidente
Minas Gerais avança como polo de extração de terras raras, com projetos de US$ 655 milhões para integrar lavra e refino. O estado busca se tornar alternativa à China na cadeia de fornecimento.
Com cerca de 20% das reservas globais, Minas Gerais avança como possível polo de extração e refino de elementos terras raras no Brasil. Projetos em estágio inicial, como Colossus (Viridis Mining and Minerals Limited) e Caldeira (Meteoric Brasil), somam US$ 655 milhões em capex e articulam uma estratégia de integração entre lavra, processamento e política industrial. O objetivo: consolidar o estado como alternativa à hegemonia chinesa na cadeia crítica de fornecimento para Estados Unidos e União Europeia.
A cadeia projetada inclui extração, carbonato, refino, produção de ímãs e reciclagem, com empresas como Ionic Technologies, LabFabITR e Resouro, além de um mercado consumidor doméstico robusto (Stellantis, WEG, Embraer, Bosch, Samsung Electronics, General Motors e outras). Poços de Caldas desponta como âncora geológica e logística, enquanto Codemig e Codemge sinalizam uso de ativos públicos para atrair capital privado.
Apesar do alinhamento geológico e político, os projetos ainda aguardam decisões de licenciamento, previstas para dezembro, e exigem infraestrutura de refino multibilionária, com tecnologia e transferência ainda incertas.
Minas Gerais poderá ser a nova fronteira da transição energética — mas depende da execução, e não só da ambição.
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Fonte: Rare Earth Exchanges – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
