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Mercado Global

Nippon Steel Corporation investe US$ 11 bi na United States Steel Corporation para enfrentar concorrência global

A Nippon Steel investirá US$ 11 bilhões na United States Steel para transformar sua operação em polo tecnológico, enfrentando concorrência global. Novas linhas de produção de aço elétrico serão construídas até 2028.

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Japonesa aposta em tecnologia e eficiência para desafiar rivais sul-coreanos e americanos

A Nippon Steel Corporation anunciou um plano de investimento de US$ 11 bilhões na United States Steel Corporation, sua nova subsidiária adquirida por US$ 14,1 bilhões em junho. O objetivo é transformar a operação norte-americana em um polo tecnológico capaz de competir com a Cleveland-Cliffs e com a sul-coreana Posco, que acaba de firmar parceria estratégica nos Estados Unidos.

Entre as iniciativas, está a construção de novas linhas de produção de aço elétrico com grãos orientados no Arkansas, voltadas ao mercado de data centers e à indústria de inteligência artificial. Será a primeira vez que a Nippon Steel transferirá essa tecnologia para fora do Japão. O projeto prevê o início da produção em massa em 2028.

O grupo japonês também reformará o maior alto-forno da U.S. Steel, em Indiana, e construirá novas instalações para o processamento de escória de aço na Pensilvânia. Apesar dos investimentos, a Nippon Steel revisou sua previsão de lucro para o ano fiscal de 2026, passando de um prejuízo estimado de US$ 260 milhões para US$ 390 milhões, refletindo a exclusão da contribuição da U.S. Steel no resultado consolidado.

O mercado americano, segundo o vice-presidente Takahiro Mori, atravessa uma fase de transição marcada por tarifas elevadas e demanda oscilante. Ainda assim, a companhia acredita que o impacto das políticas industriais e a recuperação da demanda interna nos EUA a partir de 2026 abrirão espaço para ganhos sustentáveis.

A Nippon Steel vê nos Estados Unidos e na Índia as principais frentes de expansão, enquanto racionaliza operações domésticas e busca maior eficiência em meio à pressão das exportações chinesas.

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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