Mercado Global
Quem controla os minerais críticos, dita o futuro da indústria
Nova projeção da Benchmark revela que a China ampliou seu domínio nas cadeias globais de minerais críticos, controlando 68% de lítio e 91% de terras-raras refinadas, enquanto o Brasil deve se posicionar na corrida.
Nova projeção da Benchmark mostra que a China ampliou seu domínio nas cadeias globais de minerais críticos entre 2018 e 2025. E o recado é claro: quem domina a mineração e refino desses insumos detém o poder industrial do século 21.
E o Brasil? Está dentro ou de fora dessa corrida?
A maior concentração está no refino — estágio-chave da cadeia. Veja os destaques da transformação:
- Lítio refinado: China salta de 57% para 68% da produção global
- Níquel refinado: queda de 16 pontos na China, mas 80% da produção da Indonésia agora é controlada por empresas chinesas
- Cobalto refinado: sobe para 79% nas mãos da China, com 50% do minério vindo da RDC sob controle chinês
- Terras-raras refinadas: China chega a 91%, mesmo com EUA ganhando 6% de mercado
Apesar de perder espaço em algumas frentes, como níquel e grafite, a China compensa com acordos e controle acionário em países estratégicos como Indonésia, Congo, Madagascar e Mianmar.
Enquanto isso, os EUA ainda são coadjuvantes. Com exceção das terras-raras — onde saltaram de 0% para 11% na mineração e 6% no refino —, seguem com participação entre 0 e 2% nas demais commodities de bateria.
Lição aprendida:
Dominar só a extração não basta. O controle da cadeia exige investimento, diplomacia mineral e capacidade de transformar minério em tecnologia.
O Brasil pode ser um player estratégico — mas para isso, precisa jogar o jogo global.
A pergunta que fica:
Você acha que o Brasil está preparado para liderar ou seguirá exportando apenas o minério bruto?
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Fonte: Benchmark – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
