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Políticas e Regulações

Consórcio da belga DEME Group vence leilão e assume canal do Porto de Paranaguá

O Consórcio Canal Galheta Dragagem, formado pela belga DEME Group e FTS Participações, venceu o leilão do canal do Porto de Paranaguá, com deságio de 12,63% e outorga de R$ 276 milhões. O contrato de 25 anos prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos para aprofundar o canal, aumentando a capacidade de carga. A iniciativa promete melhorar a eficiência e competitividade do porto.

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O setor portuário brasileiro alcançou um marco histórico.

O Consórcio Canal Galheta Dragagem, formado pela belga DEME Group e pela FTS Participações (FTSpar), venceu o leilão de concessão do canal de acesso do Porto de Paranaguá (PR) — o primeiro contrato do país dedicado exclusivamente a um canal aquaviário.

A disputa, realizada na B3 nesta quarta-feira (22), foi acirrada. O grupo vencedor ofereceu um deságio de 12,63% sobre a tarifa cobrada dos terminais, o máximo permitido pelo edital, além de uma outorga de R$ 276 milhões.

O contrato prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos e prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até 70 anos.

A principal obra será o aprofundamento do canal de 13 para 15,5 metros, ampliando a capacidade para receber embarcações maiores — o que, segundo especialistas, pode aumentar em até 7 mil toneladas por metro de calado a capacidade de carga por navio.

Para o presidente da FTS Participações (FTSpar), Andre Maragliano, a concessão marca um novo padrão de eficiência e previsibilidade: “Com o canal sob gestão privada, garantimos manutenção contínua da profundidade e maior segurança operacional. Cada metro de calado significa menos paradas, menos custos e mais competitividade para o porto.”

A Deme, que detém 70% do consórcio, é uma das líderes globais em dragagem, enquanto a FTS, com 40 anos de atuação em Paranaguá, aporta expertise local e relacionamento com os terminais.

O projeto deve se tornar referência para futuros modelos de concessão, com estudos já em andamento em Santos (SP), Itajaí (SC), Rio Grande (RS) e Bahia, segundo a ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Com a vitória, o consórcio inaugura um novo ciclo de investimentos portuários no Brasil, combinando excelência técnica internacional e gestão local estratégica.

Você acredita que esse modelo pode redefinir o futuro da infraestrutura portuária no país?

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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