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Minerais críticos: Brasil tem as reservas. Falta estratégia.

O Brasil possui 94% do nióbio e 26% da grafita mundiais, mas sua produção é baixa. Apenas 27% do território está mapeado, enquanto investimentos em minerais críticos são insuficientes.

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Com 94% do nióbio, 26% da grafita e 19% das terras raras do planeta, o Brasil é potência mineral. Mas a realidade da produção ainda não acompanha o potencial.

Veja os dados:
– Terras raras: 19% das reservas mundiais, mas só 0,02% da produção global
– Níquel: 3º em reservas (12,3%), 9º em produção (2,47%)
– Grafita: 2º em reservas (26,43%), 4º em produção (4,56%)
– Lítio: 7º em reservas (4,89%), 5º em produção (2,72%)
– Cobalto: reservas existem. Produção é zero.

Apenas 27% do território nacional está mapeado com resolução suficiente para atrair investidores. Enquanto isso, EUA, China, Canadá e UE disputam fontes de minerais críticos com força geopolítica.
E os investimentos?
Segundo o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração, estão previstos US$ 24,3 bilhões até 2029. Mas a maior fatia ainda vai para o cobre (US$ 7,3 bi) e fertilizantes (US$ 5,6 bi). Terras raras e lítio, apesar da importância estratégica, somam menos de US$ 3,3 bilhões juntos.

“O Brasil tem o passaporte, mas não comprou a passagem”, diz Raul Jungmann, do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração.

A urgência é clara:
– Acelerar o licenciamento
– Expandir o mapeamento geológico
– Definir política industrial e mineral
– Estimular o processamento local

O mundo precisa de minerais. O Brasil vai liderar ou assistir de longe?

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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