Mercado Global
Royalties crescem com nova onda de diversificação mineral no Brasil
Royalties da mineração no Brasil chegam a R$7,91 bilhões em 2025, impulsionados pela diversificação de cobre e ouro, enquanto a participação do ferro cai. O país destaca-se na mineração global de níquel e terras raras.
Cobre, ouro e níquel ganham espaço em meio à transição global
A arrecadação de royalties da mineração brasileira atingiu R$7,91 bilhões em 2025, segundo a Agência Nacional de Mineração – ANM. O resultado, segundo maior da série histórica, confirma um movimento de diversificação no setor que começa a remodelar o perfil da produção mineral no país.
Embora o minério de ferro siga dominante, sua participação caiu de 75% para 69% na arrecadação anual da CFEM. Em contrapartida, o cobre subiu de 5,5% para 7,8%, e o ouro saltou de 4,8% para 7,5%, indicando maior dinamismo no portfólio de projetos e exploração mineral.
Essa tendência é impulsionada pela valorização global dos minerais críticos. O Brasil, com grandes reservas de níquel, terras raras, lítio e nióbio, ganha destaque no novo mapa estratégico da mineração mundial.
Um dos exemplos recentes é o acordo entre a Brazilian Nickel e a americana Westwin Elements para fornecimento de até 10 mil toneladas anuais de níquel e até 400 toneladas de cobalto. O projeto, no estado do Piauí, insere o Brasil diretamente na cadeia de suprimento de metais para baterias e tecnologias de ponta nos Estados Unidos.
A diversificação não apenas torna a arrecadação mais resiliente, como estimula investimentos e novos projetos em regiões antes pouco exploradas.
A mineração brasileira está deixando de ser uma indústria de um único metal?
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