Mercado Global
Brasil e Coreia selam acordo em minerais críticos
Brasil e Coreia do Sul firmaram parceria em minerais críticos, visando fortalecer cadeias produtivas e aumentar a agregação de valor. Acordo inclui 10 memorandos e potencializa investimentos bilaterais.
Aliança mira cadeias globais e agregação de valor
Brasil e Coreia do Sul formalizaram uma parceria estratégica em minerais críticos, economia digital e integração produtiva. O acordo foi anunciado em Seul e inclui a assinatura de 10 memorandos de entendimento.
A cooperação abrange terras raras e níquel, insumos essenciais para baterias, veículos elétricos e semicondutores. Em um cenário de disputa global por segurança de suprimentos, o movimento sinaliza reposicionamento nas cadeias industriais.
O Brasil detém reservas relevantes, mas ainda exporta majoritariamente produtos primários. A Coreia do Sul é potência em manufatura avançada e tecnologia. A convergência pode ampliar a agregação de valor e reduzir vulnerabilidades externas.
O Plano de Ação Brasil–Coreia 2026–2029 estabelece diretrizes para ampliar comércio, investimentos e inovação. O fluxo bilateral já supera US$ 10 bilhões ao ano. A ApexBrasil projeta potencial de até R$ 300 bilhões em investimentos a partir da agenda asiática.
O acordo também abre espaço para integração mais ampla, inclusive em eventual negociação entre Mercosul e Coreia. Em meio à reorganização das cadeias globais pós-pandemia e à pressão por diversificação fora da China, minerais críticos ganham centralidade diplomática.
Reservas são vantagem inicial. Liderança depende de industrialização e integração produtiva. O Brasil conseguirá transformar potencial mineral em protagonismo tecnológico?
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Fonte: CNN Brasil – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
Foto: JEON HEON-KYUN / POOL/ AFP
