Mercado Global
Ouro e cobre ganham peso no faturamento mineral
O faturamento do setor mineral no Brasil atingiu R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionado pelo crescimento do ouro (44,2%) e cobre (41%), apesar da queda no minério de ferro.


Avanço das duas commodities mais que compensou a queda do minério de ferro no primeiro semestre de 2026
Segundo o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o faturamento do setor mineral alcançou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% sobre o mesmo período de 2025.
O minério de ferro permaneceu como principal produto, mas sua receita recuou 3,1%, de R$ 73,5 bilhões para R$ 71,2 bilhões. A participação da commodity ficou em 47,2% do faturamento total.
O ouro avançou 44,2%, para R$ 25,3 bilhões, em um contexto de maior procura pelo metal como reserva de valor diante da instabilidade geopolítica e das mudanças nas estratégias dos bancos centrais.
O cobre cresceu 41%, para R$ 20,6 bilhões. O Ibram relacionou o movimento à expansão da eletrificação, do processamento de dados e de outras infraestruturas que dependem do metal.
“O cobre é um daqueles produtos que, tal como o ouro, a gente vai ver provavelmente uma ampliação de longo prazo”, afirmou Pablo Cesário – Diretor-presidente do IBRAM durante a apresentação.
Os resultados reduziram a concentração relativa da receita no minério de ferro, embora a commodity ainda lidere o setor.
Até que ponto o avanço de ouro e cobre pode tornar o faturamento mineral brasileiro menos dependente dos ciclos do minério de ferro?
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Fonte: Ibram | femto design.
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