Políticas e Regulações
ANM mapeia minerais críticos na Amazônia Legal
A ANM divulgou estudo sobre minerais críticos na Amazônia Legal, indicando que a região abriga 48,2% dos processos brasileiros. Em 2024, a produção atingiu R$ 106,4 bilhões, liderada pelo ouro.


Diagnóstico reúne dados sobre produção, investimentos e gargalos para o desenvolvimento mineral da região
A Agência Nacional de Mineração – ANM publicou o estudo “Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos – Diagnóstico Setorial”, com dados sobre direitos minerários, produção, investimentos, royalties, comércio exterior e projetos em desenvolvimento.
A região concentra 38.732 dos 80.427 processos brasileiros relacionados a minerais críticos e estratégicos, o equivalente a 48,2%. O Pará reúne 51,1% dos processos regionais, seguido por Mato Grosso, com 19%, e Rondônia, com 10,3%.
O ouro representa 67% dos processos, seguido por estanho, com 10%, e cobre, com 7,3%. Em 2024, o valor da produção desses minerais na Amazônia Legal chegou a R$ 106,4 bilhões, correspondentes a 47,2% do total brasileiro.
Entre 2006 e 2024, os investimentos em minas e usinas somaram R$ 40,4 bilhões, sem considerar o minério de ferro. Outros R$ 4,9 bilhões foram destinados à pesquisa mineral entre 2003 e 2024.
Apesar do potencial geológico, a região ainda não registra produção de potássio, terras raras e cobalto. O estudo aponta a necessidade de ampliar o conhecimento geológico, destravar projetos e estabelecer regras ambientais e regulatórias claras.
“Uma política pública de minerais críticos e estratégicos só é robusta quando parte de evidência, não de intuição”, afirmou João Vasconcelos, gerente de Economia Mineral da ANM.
Como conciliar o avanço dos minerais críticos na Amazônia Legal com segurança regulatória, proteção ambiental e desenvolvimento territorial?
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Fonte: ANM | femto design.













