Internacional
Blossom Gold inicia perfuração de 3.660 metros em Kamma


Campanha em Nevada testa alvos geofísicos e estruturais a oeste do projeto Rosebud, com resultados previstos para o quarto trimestre de 2026
A Blossom Gold iniciou uma campanha de perfuração por circulação reversa nos claims Kamma, localizados a oeste do projeto Rosebud, no condado de Pershing, em Nevada, nos Estados Unidos. O programa inicial prevê 12 mil pés, equivalentes a aproximadamente 3.660 metros, e começou antes do cronograma previsto pela companhia.
A campanha ocorre após a aprovação, pelo Bureau of Land Management (BLM), do Notice of Intent da empresa, anunciada em 3 de junho de 2026. Segundo a Blossom Gold, os trabalhos fazem parte do orçamento de exploração de 24 meses e estão concentrados em alvos geofísicos e estruturais.
Perfuração em Kamma testa anomalias aeromagnéticas
O programa de circulação reversa tem como alvo anomalias aeromagnéticas interpretadas pela companhia como possíveis estruturas condutoras de fluidos hidrotermais mineralizantes. A seleção dos alvos considera trabalhos já realizados de mapeamento geológico, amostragem de superfície e geofísica aérea.
A Blossom Gold informou que os resultados de análises da campanha são esperados para o quarto trimestre de 2026. Os dados deverão orientar o planejamento de novas perfurações em Kamma em 2027. Eventuais programas adicionais dependerão dos resultados obtidos nesta primeira fase.
Os claims Kamma pertencem integralmente à Blossom Gold e ocupam uma configuração geológica de graben que, segundo a empresa, apresenta semelhanças com o bloco de claims de Rosebud. A companhia também afirma que a área registrou produção histórica de placer, mas recebeu pouca exploração moderna.
O comunicado aponta ainda potencial exploratório em profundidade ao sul da descoberta de prata Vortex, da Hycroft. Essa possibilidade, entretanto, permanece em estágio de investigação e ainda precisa ser testada pelas perfurações.
O mapa apresentado na página 2 do comunicado posiciona Kamma a oeste de Rosebud e mostra sua relação geográfica com a mina e os claims da Hycroft, além do pacote RBX controlado pela Blossom Gold.
Rosebud possui recurso mineral inferido de ouro e prata
A estratégia exploratória em Kamma ocorre paralelamente ao desenvolvimento do projeto Rosebud, também em Nevada. O ativo inclui a antiga mina Rosebud, que operou entre 1997 e 2000 por meio de uma joint venture entre Newmont e Hecla.
Atualmente, a Blossom Gold avalia a possibilidade de desenvolver Rosebud como uma operação a céu aberto com processamento por lixiviação em pilha para recuperação de ouro e prata.
O projeto possui recurso mineral inferido de 70,755 milhões de toneladas, com teor de 0,62 grama de ouro por tonelada e 6,49 gramas de prata por tonelada. A estimativa corresponde a 1,28 milhão de onças de ouro e 13,4 milhões de onças de prata, segundo os dados divulgados pela companhia.
A Blossom Gold informou que o depósito permanece aberto em todas as direções. A campanha em Kamma busca avaliar uma área adicional fora do projeto Rosebud, enquanto os resultados do programa de 2026 deverão definir os próximos passos exploratórios em 2027.














