Políticas e Regulações
Brasil detém 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras
Brasil detém 21 milhões de toneladas de terras raras e busca aumentar a produção. A proposta de estatal Terrabras gera debates no setor, que enfrenta desafios tecnológicos e de infraestrutura.
Articulações globais e debate sobre nova estatal aceleram o setor mineral
Apesar da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, o mercado de minerais críticos vive um momento de cooperação estratégica entre grandes economias. Estados Unidos e União Europeia negociam acordos para coordenar o fornecimento e reduzir a dependência da China, estabelecendo padrões e incentivos de preços.
No Brasil, a extração e o refino desses materiais surgem como peças-chave na agenda diplomática com Washington. A estratégia busca reverter a queda de 18,7% nas exportações brasileiras para os EUA registrada no primeiro trimestre de 2026, utilizando o potencial mineral como moeda de troca comercial.
Internamente, o cenário é marcado pela divergência sobre a criação da Terrabras, proposta de estatal via PL 1.733/2026 e PL 1.754/2026. Os projetos sugerem que a empresa pública atue desde a pesquisa geológica até a comercialização, com regimes de partilha de produção de até 50%.
Entidades setoriais, como o Ibram, manifestam preocupação com a iniciativa. O setor defende que o gargalo nacional não reside na falta de atuação estatal, mas na carência de tecnologia de refino, infraestrutura precária e no subfinanciamento crônico de órgãos como a ANM e o SGB.
Atualmente, o país detém a segunda maior reserva mundial de elementos de terras raras, mas responde por menos de 1% da produção global. O desafio consiste em converter esse patrimônio geológico em domínio tecnológico e capacidade produtiva de escala industrial.
Como o Brasil pode equilibrar a necessidade de soberania tecnológica em minerais críticos sem comprometer a eficiência operacional e a atratividade para o investimento privado?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
