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Rio Tinto renegocia termos de mina de US$ 18 bi
A Rio Tinto renegociou com a Mongólia os termos da mina Oyu Tolgoi, reduzindo taxas de gestão em 50% e cortando juros em 2,5 pontos. A mineradora busca antecipar dividendos que deveriam começar em 2037.
Acordo com a Mongólia reduz taxas e juros do projeto de cobre Oyu Tolgoi
A Rio Tinto e o governo da Mongólia fecharam novos termos financeiros para a mina de cobre Oyu Tolgoi, projeto de US$ 18 bilhões no deserto de Gobi.
Pelo acordo, a mineradora reduzirá em 50% suas taxas de gestão no projeto e cortará em 2,5 pontos percentuais a taxa de juros de um empréstimo multibilionário ligado à participação da Mongólia.
Oyu Tolgoi é o maior projeto de mineração do país e sua principal fonte de investimento estrangeiro. A operação deve produzir cerca de 500 mil toneladas de cobre por ano.
A renegociação ocorre após meses de pressão política sobre os termos financeiros do projeto e em um momento de preços elevados do cobre, metal associado à eletrificação e à transição energética.
A Mongólia detém 34% de participação em Oyu Tolgoi, enquanto a Rio Tinto possui 66%. Um ponto ainda em aberto é quando o governo começará a receber dividendos, cuja previsão foi adiada de 2017 para cerca de 2037 após atrasos e estouros de custo.
A Rio Tinto afirmou que buscará antecipar distribuições aos acionistas, mas não informou uma data.
Como grandes projetos de cobre podem equilibrar retorno ao investidor, participação estatal e segurança de fornecimento em minerais críticos?
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Fonte: The Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

