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Alta do diesel pressiona margens da mineração global

Diesel pressiona custos da mineração: Antofagasta elevou a projeção do cobre para US$ 2,60–2,70/lb e o custo C1 da Capstone subiu 15%; o ouro compensou parte do impacto.

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Custos maiores de produção e transporte ampliam a diferença entre operações mais e menos expostas à inflação energética

A alta dos preços do diesel começou a pressionar custos de produção e transporte na mineração, em meio às restrições no Estreito de Ormuz e à elevação global dos preços de energia.

A Grupo Antofagasta Minerals elevou sua projeção anual de custo caixa do cobre para entre US$ 2,60 e US$ 2,70 por libra. Na Capstone Copper, o custo C1 do segundo trimestre subiu 15%, para US$ 2,82/lb, com impacto de diesel e ácido sulfúrico.

No ouro, preços mais elevados ajudaram a compensar parte da pressão. A Barrick registrou alta de 17% no custo de produção entre 2025 e 2026, mas elevou o EBITDA ajustado atribuível em 51%, para US$ 2,55 bilhões no segundo trimestre.

A Kinross Gold Corporation também registrou aumento de 25% no custo de vendas da produção, para US$ 1.352, enquanto sua margem avançou 42%. Na Ivanhoe Mines, Kamoa-Kakula gerou US$ 385 milhões de EBITDA no trimestre, apesar de um impacto equivalente a US$ 0,18/lb relacionado ao diesel.

O cenário evidencia maior vulnerabilidade entre produtores com menor exposição a commodities de maior valor, menos créditos de subprodutos ou custos logísticos mais elevados.

Até que ponto a inflação dos combustíveis pode redefinir a competitividade entre produtores e regiões minerais?

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Fonte: The Mining | femto design.
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