Internacional

Déficit global de cobre pode atingir 8% em 2035

A BloombergNEF prevê déficit global de cobre de 8% em 2035 e 44% em 2050; o CEO da Teck Resources estima quase 30% em 2035, pressionando setores estratégicos.

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Oferta insuficiente pode elevar custos para IA, transição energética, defesa e infraestrutura

O mercado global de cobre caminha para um período de restrição estrutural de oferta diante do avanço da demanda associada à eletrificação, inteligência artificial, investimentos militares e expansão de infraestrutura.

Projeções da BloombergNEF indicam que a escassez pode começar em 2028. A oferta ficaria 8% abaixo da demanda em 2035 e 44% abaixo em 2050. Jonathan Price, CEO da Teck Resources Limited, apresentou uma estimativa ainda mais elevada, de déficit próximo a 30% em 2035.

A ampliação da produção enfrenta ciclos longos de desenvolvimento. “A construção de um centro de dados pode demorar seis meses. A descoberta, a obtenção das licenças e a construção de uma nova mina podem demorar 15 anos”, afirmou Price.

Além dos prazos para novos projetos, minas antigas enfrentam queda nos teores de minério, enquanto poucos projetos greenfield chegam à produção. Parte dos recursos ainda não explorados também está localizada em países considerados de maior risco político.

O preço do cobre na London Metal Exchange atingiu US$ 14.875 por tonelada no mês passado, alta de 76% desde o início de 2024.

Como um déficit prolongado de cobre pode alterar os custos e o ritmo da transição energética, da expansão da inteligência artificial e dos investimentos globais em infraestrutura?

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Fonte: The Financial Times| femto design.
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