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Boliden compra controle da Nexa Resources em operação de US$ 1,31 bilhão

Boliden compra controle da Nexa Resources da Votorantim por US$ 1,31 bilhão, elevando sua participação para 64,68%. Fechamento previsto para 2027, com a Nexa permanecendo listada.

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Troca de ações atribui valor implícito de US$ 1,31 bilhão à participação da Votorantim e levará a Boliden a deter 64,68% da Nexa se o negócio for concluído.

A Boliden AB firmou um acordo definitivo com a Votorantim S.A. para adquirir todas as ações da Nexa Resources detidas pela holding brasileira, equivalentes a 64,68% do capital e dos direitos de voto da mineradora. A transação foi anunciada em 27 de agosto e, caso todas as condições sejam cumpridas, deverá transferir o controle da Nexa para o grupo sueco no primeiro trimestre de 2027.

Pelos termos acertados, a Votorantim receberá 0,250 nova ação ordinária da Boliden para cada ação da Nexa transferida. Com base nos preços de referência utilizados no anúncio, essa relação de troca implica valor de US$ 15,29 por ação da Nexa e consideração total de US$ 1,31 bilhão pela participação da Votorantim. Em base de 100%, o acordo atribui à Nexa valor patrimonial aproximado de US$ 2,025 bilhões e enterprise value de cerca de US$ 3,666 bilhões.

Votorantim terá cerca de 7% da Boliden

Como pagamento, a Boliden deverá emitir 21,4 milhões de novas ações para a Votorantim. Após o fechamento, a holding brasileira deverá deter aproximadamente 7% das ações e dos votos da companhia sueca e poderá indicar um representante para eleição ao Conselho de Administração, sujeito aos termos do acordo e à aprovação exigida pela autoridade sueca de Investimento Estrangeiro Direto.

Para a Boliden, a operação representa entrada direta na América Latina e amplia a exposição do grupo a zinco, prata e outros metais básicos e preciosos. A companhia estima que a transação contribua com mais de 8% para seu lucro por ação, com base nas premissas apresentadas ao mercado.

Nexa reúne minas e fundições no Brasil e no Peru

A Nexa opera cinco unidades de mineração e três fundições no Brasil e no Peru. Em 2025, a companhia registrou receita de US$ 3,002 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 772 milhões. Na mineração, produziu 316 mil toneladas de zinco em concentrado, além de cobre, chumbo, prata e ouro. Nas fundições, a produção de zinco metálico e óxido de zinco somou 567 mil toneladas.

O portfólio inclui as minas Vazante e Aripuanã, no Brasil, e Cerro Lindo, El Porvenir e Atacocha, no Peru. Na metalurgia, a Nexa opera Três Marias e Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Cajamarquilla, no Peru. A unidade peruana possui capacidade anual aproximada de 345 mil toneladas de zinco refinado e é descrita pela Boliden como a maior fundição de zinco das Américas.

Nexa deve manter listagem e estrutura própria

Após o fechamento, a Nexa deverá permanecer como entidade jurídica separada, organizada sob as leis de Luxemburgo e listada na Bolsa de Valores de Nova York. A Boliden prevê exercer o controle por meio do Conselho de Administração da Nexa, que deverá ser composto por sete integrantes, quatro deles afiliados à Boliden.

A expectativa informada é de manutenção da atual equipe de gestão e de reporte da Nexa como negócio separado. A operação ainda depende da aprovação dos acionistas da Boliden, da eleição de um novo Conselho da Nexa e das autorizações regulatórias aplicáveis.

Depois do fechamento, a Boliden deverá lançar uma oferta voluntária em dinheiro pelas ações da Nexa ainda detidas por minoritários. Também estão previstas ofertas obrigatórias por participações remanescentes em determinadas subsidiárias peruanas listadas, conforme a legislação local.

Se concluída, a operação ampliará a presença da Boliden no mercado global de zinco, enquanto a Votorantim passará a deter aproximadamente 7% do capital e dos votos do grupo sueco. Até a conclusão das condições precedentes, porém, a Nexa permanece sob o controle atual.

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Fonte: Boliden

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